Vasco amplia jejum no Carioca e admite monitorar retorno de Douglas Luiz

A eliminação para o Nova Iguaçu no Maracanã não representou apenas uma derrota pontual por 1 a 0, com gol de Bill; ela sacramentou um incômodo jejum para o Vasco da Gama. Já se passaram cinco anos desde a última vez que o clube disputou uma final de Campeonato Carioca. Diante de mais de 60 mil torcedores que lotaram o estádio esperando uma classificação, o time comandado por Ramón Díaz sucumbiu à organização do chamado “Carrossel da Baixada” e apresentou um desempenho muito abaixo do esperado para uma partida decisiva.

O revés expõe uma ferida aberta desde 2019, ano em que o Cruz-Maltino mediu forças com o Flamengo na decisão e acabou com o vice-campeonato. De lá para cá, o roteiro tem sido de frustrações sucessivas. Nas temporadas de 2022 e 2023, a equipe esbarrou no rival rubro-negro nas semifinais, acumulando derrotas. O cenário foi ainda pior em 2020 e 2021, quando o Gigante da Colina sequer chegou entre os quatro melhores. Em 2021, restou o título da Taça Rio — então já transformada em um torneio de consolação — conquistado nos pênaltis contra o Botafogo. A saudade dos tempos áureos de 2015 e 2016, quando o Vasco levantou a taça estadual duas vezes consecutivas, fica cada vez mais latente na arquibancada.

Tempo para reconstrução e mercado

Com o calendário estadual encerrado precocemente, a comissão técnica terá agora uma “intertemporada” forçada. Serão 27 dias livres para treinamentos visando recuperar a autoestima do elenco e corrigir as falhas táticas antes da estreia no Brasileirão, marcada para o dia 13 de abril contra o Grêmio.

Enquanto Ramón Díaz trabalha dentro das quatro linhas, a diretoria, liderada pelo presidente Pedrinho, volta seus olhos para o mercado na tentativa de qualificar o plantel. O nome da vez é um velho conhecido da torcida: Douglas Luiz. O clube monitora de perto a situação do volante, que pertence à Juventus e está atualmente emprestado ao Nottingham Forest.

O sonho do repatriamento

Pedrinho confirmou que já houve contatos iniciais com o stafe do jogador. Em entrevista, o mandatário vascaíno ressaltou que o desejo de retorno por parte dos atletas revelados na base é um excelente ponto de partida, embora não garanta facilidade nas tratativas. Segundo o presidente, o canal de comunicação com ex-jogadores que brilham na Europa, como Douglas, é mantido sempre aberto, funcionando como um “olá” constante para lembrar que as portas de São Januário estão disponíveis.

Apesar da euforia que o nome causa na torcida, a diretoria trata o assunto com cautela e pés no chão. Pedrinho admite que, no momento, não há avanços concretos, visto que as negociações envolvem cifras complexas e a valorização desses atletas no futebol europeu impõe barreiras financeiras significativas. O clube seguirá atento às oportunidades de mercado, buscando equilibrar a necessidade urgente de reforços com a realidade orçamentária para a sequência da temporada.