O primeiro capítulo do maior clássico das Alterosas em 2026 não decepcionou quem buscou emoção. Em uma tarde de domingo movimentada na Arena MRV, o Atlético-MG mostrou resiliência para buscar o resultado e vencer o Cruzeiro por 2 a 1, em partida válida pelo Campeonato Mineiro. O confronto, marcado por alternâncias de domínio e uma reta final dramática, reafirmou a força do mando de campo atleticano, embora o time visitante tenha tido o controle da posse de bola durante boa parte dos 90 minutos.
Bernard e Hulk garantem a festa da massa
O jogo começou estudado, mas a intensidade subiu drasticamente na segunda etapa. Após um primeiro tempo de equilíbrio, o Galo precisou de oportunismo para furar a defesa celeste. Aos 11 minutos da etapa final, Bernard, bem posicionado, aproveitou uma bobeira da marcação para empurrar a bola para o fundo das redes, empatando o duelo e incendiando a arquibancada. O gol deu a confiança que o time precisava para suportar a pressão do Cruzeiro, que chegava com perigo através de Lucas Silva e Kaio Jorge.
A consagração veio dos pés do principal ídolo da atual geração. Aos 23 minutos, em um contra-ataque mortal, Hulk recebeu em liberdade fora da área. Com a precisão habitual, o camisa 7 soltou a canhota para vencer o goleiro Cássio e virar o placar. Foi o golpe necessário para colocar o Atlético em vantagem, mesmo em um momento onde o Cruzeiro tentava ditar o ritmo com trocas de passes e investidas de Matheus Pereira.
Tensão, lesões e o sufoco final
A vitória, no entanto, custou caro fisicamente. Pouco depois de marcar o gol da virada, Hulk sentiu uma lesão e precisou ser substituído por Reinier, preocupando a comissão técnica para a sequência da temporada. Com a saída de sua principal referência, o Atlético recuou e viu o Cruzeiro se lançar ao ataque. O técnico atleticano promoveu as entradas de Gustavo Scarpa e Tomás Cuello para tentar oxigenar o meio-campo e explorar a velocidade, enquanto o Cruzeiro apostava na entrada do jovem Keny Arroyo.
Os minutos finais foram de puro “teste para cardíaco”. O árbitro concedeu seis minutos de acréscimo, e o Cruzeiro quase chegou ao empate em uma chance clara desperdiçada por Arroyo aos 43 minutos. No apagar das luzes, a trave salvou o time da casa após uma finalização de Igor Gomes que carimbou o poste esquerdo. Entre cartões amarelos para Alan Franco e Scarpa, e faltas duras de lado a lado, o Galo conseguiu segurar a pressão até o apito final, garantindo os três pontos e a soberania momentânea no estado.
Um duelo de estilos e estatísticas
O scout da partida refletiu o que se viu em campo: um Cruzeiro mais propositivo, detendo 54,3% da posse de bola, contra 45,7% do Atlético. Contudo, a eficácia alvinegra falou mais alto. Enquanto Matheus Pereira tentava organizar o jogo para a Raposa, esbarrando em impedimentos e na boa marcação de Alexsander, o Atlético foi cirúrgico nas transições. Cássio ainda evitou um placar mais elástico com defesas importantes em chutes de Scarpa, mas não conseguiu conter o ímpeto dos donos da casa nos momentos decisivos.
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